Na passada madrugada, encontraram-se por aí, numa dessas esquinas os tipos do costume. Uns que porque têm insónias, outros porque estão em outro fuso horário e alguns ainda que não sabem bem onde estão. As usual, a conversa decorre com o interesse e a normalidade do costume. Aliás o que se poderiam esperar do encontro de tantas mentes brilhantes. Como diria um amigo nosso " Tanta inteligência junta". Mas regressando ao assunto da conversa, falava-se de saudades, saudade de casa (não de São Nicolau), um dos intervenientes, talvez o mais abelhudo, depressa fez uma adaptação livre e começou a discutir o termo " para sempre", o que queria dizer isto? Não sei muito bem e nem sequer estou muito preocupada com isso, considero essa palavra, assim como tantas outras, forte demais. Continuo a ter muito medo de frases ou palavras que pressuponham uma temporalidade que julgo não existir. Prefiro o "eterno enquanto dure". Porque não podemos nós criar a nossa própria noção de tempo e adaptá-la consoante os nossos ticos e tecos lhes apeteçam. À um tempo atrás alguém me explicou, a forma como nós humanos, seres pensantes criámos o mês, a semana, o dia, a hora. Apre gentinha complicada, não se pode simplificar nada! Tudo tem de ter uma definição um contexto temporal e depois lá vem o termo sociedade à mistura. Sim sociedade aquele monstro maior do que a solidão, tão lindinhos e certinhos que nós andamos. Felicidade? Nem por isso! Mas quem se lembra disso no dia-a-dia? Sim lembramo-nos que temos de mudar de vida quando vemos alguém famoso na tv que de repente é atingido por uma doença grave, ou quando alguém próximo de nós morre sem esperarmos. Mas por favor, podemos deixar de ser hipócritas? Essa vontade de mudança passa-nos tão depressa como aparece. Gostamos mesmo é de andar todos engomadinhos, com camisas de marca, de preferência azuis, sim porque, mesmo que não passemos de uns pindéricos quaisquer, a malta veste um fatinho uma camisa azul, um telemóvel topo de gama e ui ui, temos um jovem de sucesso (se de direita ou de esquerda vocês escolhem). Outra coisa que me anda a dar azia (calma não estou a falar do vosso clubezinho da meia dúzia) são as notícias, onde estão os jornalistas? Mas que tipo de gente esta, que parece que estão dentro de um episódio da célebre série "Polvo", que conseguem dar a notícia de um atropelamento de uma velhinha, como sendo quase uma acção levada a cabo pela máfia russa. Se calhar têm razão, parece que não existem muitas protéses dentárias por aquelas bandas e então vamos matar velhinhas.
Alguém sabe onde está o Engenheiro Sousa Veloso? Alguém me ajuda a colocar uma petição on-line, para tentar o regresso do Tv Rural e já agora, se não for abusar quero também o 70x7.
Mais um texto brilhante de uma mente brilhante...
ResponderEliminarBy the Way enfiei a carapuça nessa do engomadinho...(mas de camisa branca) Mas diz lá que não ficamos giros?? É como aquela velha historia... Engatamos as gajas de calças de ganga e camisa preta numa discoteca, dps levamo-las a jantar no nosso melhor fato ao restaurante mais chique... Tanto trabalho para no fim acabar tudo nu!!!
Nota:
Vê o anuncio que dá na TV a um televisor qualquer que começar com uma frase go genero "Antes de nascermos é o unico momento em que somos realmente livres..."
D