terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Insanidade
Hoje foi um dia de grandes descobertas para mim, tal qual Vasco da Gama aí fui eu, quase pelo mar fora, devido às inundações que apareceram um pouco por todo o lado.
Descobri que vivo num país onde as pessoas, em plena capital, morrem de frio nas suas casas, de que importa isso quando estamos cada vez mais europeus até vamos ter um vice presidente no Banco Central Europeu? Fiquei chocada tal qual pinto, como é possível deixar que as pessoas morram desta forma? Somos de facto uma pequena maravilha. De que importa isso até tivemos feriado e tudo! O Carnaval devia de ser como o Natal, quando um homem quiser! Se as pessoas gostam de andar mascaradas porque não fazê-lo quando lhes apetece? Que grande chatice ter de esperar pela altura certa, ainda para mais com chuva a acompanhar!
Descobri, também, confesso com imensa tristeza que não sou eu que vou substituir o Dr. Constâncio no Banco de Portugal, passei o dia a pensar nas razões para a minha não selecção. Inicialmente julguei ter sido por não ter o cartão do partido, depressa tratei de arranjar vários, pronto está feito pensei eu! Não poderia estar mais enganada, não foi o cartão, ainda pensei sacar do cartão so Sporting, mas como as coisas estão, mais depressa me enviavam como diplomata para Marte. Depois de muito bater com a cabeça na parede cheguei à conclusão que não sou competente o suficiente para o cargo, além de que continuo com a mania de que tenho de trabalhar, tenho primeiro de me deixar disto, tenho de colocar os outros a trabalhar para mim da melhor forma possível. Já sei! Depois de tantos anos sei o que quero ser quando for grande! Quero ser gestora! Não me importa do quê, pode ser das obras feitas, das ostras de qualquer coisa. Quero! Quero!
Descobri, apenas à uma hora atrás, que o Zé (segundo alguns) o cantigas, está a ler um livro. Medo muito medo, não por estar a ler porque o Zé lê muito, já se tornou um hábito, mas porque o Zé está a ler sobre motivação. Não sei porquê ainda vai sobrar para mim.
Esta é para ti:
O Zé não sabe onde por as mãos
E está farto de as ter no ar
Não teve sorte com os padrinhos
Nem tem jeito para roubar
O Zé podia arranjar emprego
E matar-se a trabalhar
Mas olha em volta e o que vê
Não o pode entusiasmar
(...)
" A cantiga do Zé"
Jorge Palma
domingo, 10 de janeiro de 2010
O grande Jorge
Mesmo que o filme não preste, vale a pena ver para ouvir o Jorge, no seu melhor, as usual.
Um dia eu vou.....
Descobri a nuvem negra. Custou mas foi, a estupidez também tem os seus limites. Não gosto do Natal, não gosto de feriados fixos só dos móveis. O tempo voa, os últimos dois meses foram muito maus, tão maus que
se calhar até foram bons. Lembro-me de ter visto uma reportagem sobre uma qualquer cantora de rádio, do tempo da Simone de Oliveira, onde o jornalista se referia a essa cantora como sendo tão feia que até se tornava bonita, não sei se estão a ver a associação.
Já estive a falar com o Salvador hoje e vão ter i phone (Não sei quem ele é), mas por certo deve ser alguém interessante.
Um dia vou voar daqui para fora, hoje foi quase, estive à porta da agência de viagens durante minutos que mais pareceram horas com uma vontade de comprar um bilhete de ida para um qualquer paraíso. Faltou a coragem e ainda continuo por cá. Mais uma moeda mais uma voltinha.
Um dia revolto-me e não será a revolta dos cravos e muito menos a dos pastéis de nata, será uma coisa em grande com ferraris amarelos, com canções do Jorge. Nesse dia vou à caça aos patos de borracha, sim que eu sou totalmente contra a violência (pelo menos nos patos). O céu irá estar amarelo com nuvens azuis e a estupidez desaparecerá como por magia.
Um dia eu vou ficar responsável pelos pacotes de açucar de uma marca de café, isto segundo a opinião de um especialista quase que se pode chamar de astrólogo, tarólogo, prof. Bambo mais conhecido como o anti casamento gay, ou pro se mudarem o nome para união uni-sexual.
Um dia vou deixar de sofrer, deixar de ficar triste, antecipar-me às decepções acabar com as surpresas desagradáveis.
Um dia vou deixar de chorar!
Um dia vou voar daqui para fora, hoje foi quase, estive à porta da agência de viagens durante minutos que mais pareceram horas com uma vontade de comprar um bilhete de ida para um qualquer paraíso. Faltou a coragem e ainda continuo por cá. Mais uma moeda mais uma voltinha.
Um dia revolto-me e não será a revolta dos cravos e muito menos a dos pastéis de nata, será uma coisa em grande com ferraris amarelos, com canções do Jorge. Nesse dia vou à caça aos patos de borracha, sim que eu sou totalmente contra a violência (pelo menos nos patos). O céu irá estar amarelo com nuvens azuis e a estupidez desaparecerá como por magia.
Um dia eu vou ficar responsável pelos pacotes de açucar de uma marca de café, isto segundo a opinião de um especialista quase que se pode chamar de astrólogo, tarólogo, prof. Bambo mais conhecido como o anti casamento gay, ou pro se mudarem o nome para união uni-sexual.
Um dia vou deixar de sofrer, deixar de ficar triste, antecipar-me às decepções acabar com as surpresas desagradáveis.
Um dia vou deixar de chorar!
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